quinta-feira, abril 24, 2008

E pra não fazer desfeita ao Quintana, lá vai o meu.

Ventania, medo de você não chegar.
É certo, eu te esperava, todo dia
Eu pensava, até Godot chegou,
Você não.

E quando a ventania passou, e meu
Cabelo secou, e quando o mundo
Mudou, eu ainda te esperava.
Mas você não chegava, e eu me Impacientava.

Olha, as crianças Cresceram, a guerra acabou,
Começou outra e aí era o petróleo.
E você não chegava, eu chorava,
E você nada.

Eu via as pessoas, de longe
Um vulto, me arrumava, é certo,
Eu te esperava.

Pra todo canto eu olhava,
Os Eclipses da lua, o cometa, verdade,
Eu te esperava.
Mas você, não chegava.

Eu via as velas, "Cruzes", os barcos, que ventos os levava?
O pé eu não arredava, eu juro,
Te esperava.

A procissão passou rente a mim,
Alguns forasteiros, tantos cigarros,
Você, nada.

E por que eu chorava, os lenços gastos,
O tempo espantava a alma do corpo.
Era morta a bezerra, mas você,
Não sei por onde andava.
Até a promessa
Passara, mas certeza, não me cansava, Eu te esperava.

3 comentários:

Lou Mello disse...

Cáspite! Gostei muito. Você não escrevia e eu Te esperava. Mas não precisava exagerar.

bar disse...

eu gosto quando ela escreve.

meus homi com revólver apontado pra tua cabeça funcionava, de tu num parar nunquinha, todo dia tendo texto?

Lux Luxo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.