terça-feira, outubro 10, 2006

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 Tratemos destes assuntos do coração, órgão oco, com a consideração que merecem; nenhuma. Importante é o amor apenas para o tolo que ama, motivo de riso para quem assiste o doente se deleitar na doçura das primeiras horas e sabe que estas horas são fulgazes e que não há como perenizar o efêmero, e o amor é efêmero, logo alguém se estabaca no chão, caído de sua alta nuvem, com cara de bobo. Mas se podermos contar com a razão e perceber que amar outrem é também ter um amigo com quem se pode fazer sexo, então, estamos salvos( em algo eu tenho de me apegar) . Meu adereço preferido é doce ainda, tenho saudades dele assim que passo pela porta e tomo o rumo de casa, quando em meu coração rancoroso há bastante ódio, ainda penso no moço, pois não sou capaz de esquecê-lo. Ah, sentimentos, sublimes egoístas, combustível para o desespero da alma, havendo uma. Fico eu em meus dias simplinhos, com minhas coisinhas à serem feitas, com minha vidinha interessante apenas para mim, a imaginar que tempo virá agora, se de chuva ou de sol, nem ligo, que importa é se ele aparece! E ele, quando se desocupa do mundo maravilhoso, dá para mim uns minutinhos que eu conto e transformo em em várias lembranças para usar nas horas de saudade. Ah, que se afaste a hora de minha ruína, já que não vejo com a mesma clareza dos sãos, que estão seguros em seus dias de total lucidez, que não escrevem cartas de bobo, nem amam sexo, nem se ocupam com conversas de auto-promoção para que o amado ame o seu eu perfeito, nem desejam romances em suas vidas, não, eles tem mais o que fazer, senhores impassíveis! Não terão amantes para que elas não os possa trair, para que não se alterem, pois é melhor nem saber que força sinistra é esta que pode arrebatá-los ao inferno assim que tiver mostrado à eles um quê de paraiso. Melhor, bem melhor é o ópio! É, é o sentimento do ócio, é a empresa do horror, é a lente da fantasia. Mas o moço, eu gosto dele sim, assim terrivelmente, verififico que sim em todas as manhãs por que passo, em todas as horas que me noto louca, e como me custa não me encontrar como era antes, ou ainda enganada, crente ser sã.

5 comentários:

Lou H. Mello disse...

Ih! Mudou tudo por aqui. Menos o amor, né? Angustias, objetos de desejo, sublimação. São os intrumentos da atração. A indiferença separa, afasta e é definitiva.
O que você acha? Gosto de suas opiniões.

Lou H. Mello disse...



Devido à algumas dificuldades técnicas, A Gruta do Lou está funcionando em:
http://lou-agruta.blogspot.com
No início da próxima semana estará acesível novamente em:
http://www.lhmbrasil.com.br/blog
Estou tentando o domínio www.agrutadolou.com.br, mas, ainda não está confirmado.

Bárbara disse...

eis um de meus preferidos (estou falando do texto)

Lou H. Mello disse...

Faltou um "s" no meu acessível acima. Não sei a causa. Talvez a idade...

Lux Luxo disse...

Ou pode ser por causa da distração, não?