segunda-feira, outubro 30, 2006

Para o Alto e Avante.

(Tenho me sentido especialmente estranha nestes últimos dias, por isso me repito.) Tema custoso e atraente é ao mesmo tempo, mesmo para mim, egocentrada, compor a meu próprio respeito; ofende minha consciência proferir o que quer que seja de desdenhoso sobre mim mesma, no mesmo passo que agride quem tem notícia dessa demonstração exagerada de auto-estíma. Corro o risco de parecer presunçosa, já que nem minha postura, nem minhas idéias, nem minha condição financeira oferecem estímulo a tamanha vaidade, porém, mesmo sob estes aspectos, me entrego ao escândalo da megalomania. O que me traz à estes assuntos íntimos, dirão que até indecoroso, diz respeito apenas ao que se refere às minhas amizades, das quais muito me orgulho, sendo elas sábias de bom gosto e merecedoras de minha eterna adimiração( não por menos combinamos encontro), que fazem com que eu flutue na minha própria satisfação, sobre-elevando-me em minha própria estima. Outro dia disse-me a reverenciada irmã que se eu morrer, reparem o se, viverei em sua lembrança dançando feérica e inefável num salão repleto de estrelas. Desde então não tiro da idéia de que é meu o reino dos céus. Também a deslumbrante Elisa quis me agradar quando disse que o meu talento é ser quem sou, e disse essas coisas do alto de sua sinceridade. Como se não bastasse eu ser o máximo, e saber disto, a incomparável Julia acompanhada da inigualável Crica concordaram entre si que são diamantes estas coisas que digo, em suas palavras, cuspo. Sinto muito, mas jamais discordaria delas. Adiante vemos a sensacional Bar, mesmo sem conhecer minha figura ilustrativa, se desprender de seus afazeres para se emaranhar num estudo etimológico profundo acerca de meu nome para concluir o óbvio; sou a luz que anda. Não queiram saber em que pedestal me postei quando um bêbado me comparou com a coisa mais importante de sua vida ao me chamar de minha branquinha. Tá certo que me senti uma dose de cachaça, mas quem não se regozijaria com tamanho destaque na vida de alguém? Como podem ver, a humanidade não é de todo perdida.

5 comentários:

Lou H. Mello disse...



Considero você uma excelente auto-depreciadora. Mas, nunca embarquei muito na atitude de te consolar, porque, considero a consciência das angustias excelentes iscas no jogo de cativar. Meu outro ícone nessa prática é o Pequeno Príncipe. Amo aquela figurinha.

Lux Luxo disse...

É uma fata morgana, mas um alento também, angariar afetos. E como disse antes, não me importo com quem quer apenas usar-me, para fins diversos, não mesmo, mas que pelo menos finjam algum apreço e, sendo a mais pura verdade, o sentimento, um tanto quanto melhor, já que não tenho personalidade própria e sou carente demais.

luciano indignado disse...

Eu tb te disse!!!!

beijos

Hernan disse...

:-)

Bárbara disse...

riririsos. (saudade de ouvi-la "ridícula" "ridícula" "ridícula")