sexta-feira, maio 26, 2006

São 05:41. No meu nariz há uma secreção da cor de pus que quer sair em direção a boca. Toda vez que ela tenta escapar, eu a detenho. Se eu não morrer por overdose de ácido ascórbico, prometo não mais escrever sobre mim mesma, mudo o nome do blog para “ politemático” e vou ser feliz. Senhores, anseio pelo grande estrondo, pelo fim das coisas todas e por minha morte tranqüila, ainda que em meio a guerra. Para atender meu último apelo, que venha o caos. Quero ver a organização do narcotráfico tomar as ruas, envolver-se em massacres muito mais terríveis do que compreende nossas mentes limitadas. Seria ótimo ver toda a gente correndo em histeria, nus pelas ruas, quando uma mega bomba for lançada em seus dias tediosos, muito pior que os eventos de hiroshima e Nagasaki. Quero que G. W. Bush reúna sua tropa e venha tomar o Brasil por aluguel. Melhor ainda, que Evo Morales mande fechar a bica do gás e de quebra capture nosso petróleo. Não está dando certo meu plano de arrecadar dinheiros para a empresa de uma organização terrorista, então que H. Chaves entre na disputa com Bush e não deixe alma viva pra contar história em livro didático. E que isso influencie o resto do mundo e que todos se acabem de uma vez por todas. Tiros por toda parte, sangue escorrendo pelas escadas, das janelas pessoas se atirando e espatifadas no chão encontrem a redenção. Choro de crianças arrebentando os tímpanos dos surdos de hoje, fogos de artifícios cegando os olhos de toda a gente, todos mortos e esquartejados. As águas poluídas, os peixes mortos, melhor, nada de água. Por fim, o silêncio, nada de psiu, gemidos, nem mesmo o som da respiração.

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