terça-feira, novembro 01, 2005

Os onirtologos da P.M carioca II.

That, amiga, sugere que eu tenha haveres com o finado Bem-te-vi? Não tenho não, mas conto o que aconteceu. O senhor Pequeno, integrante da quadrilha do finado Bill, ou Bem-te-vi, como queiram, recebeu proposta tentadora. A saber; se Bem-te-vi fosse destituído do comando dos negócios da Rocinha, Pequeno galgaria posições no tráfico, passaria de reles leva-e-traz à repassador de mercadoria. Então Pequeno executou o plano e deu as coordenadas aos P.Ms.. Acontece que o mentor intelectual deste plano era Orlando, o Soul, cunhado de Bill, que já era a bola da vez. Bill já tinha para quem entregar seu legado, o Joca, encarregado de armar os componentes do tráfico na Rocinha. Como já é do conhecimento do povo, o Soul já passou desta para uma melhor, a mando de Joca, o novo chefão. O pobre Pequeno, depois de seu desfeito, foi perseguido morro abaixo pela quadrilha já comandada por Joca e sedenta de vingança, com o tiroteio comendo. Milagrosamente nenhum tiro pegou no baixinho, o que o fez pensar que a sorte estava do seu lado. Então ele regressou à Rocinha a fim de “desenrolar” . Bom, até a tarde de domingo seu corpo estava pendurado num ponto estratégico, para que todos compreendessem o valor da vida em si ( especialmente se você for um delator). Assim, Bem-te-vi descansa em paz, deixando tudo como dantes no quartel de abrantes.

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