quinta-feira, agosto 11, 2005

Saco

Por Bárbara. Um saco solto que só ao ar pertence, faz dele caminho e meio, o saco solto ar afoito, afora, aos zig zags correntes marítimo de sopros bastantes. Ele circundante de toda a terra, pra cima, pra baixo, pra cima, pra baixo, trezentos e dez graus à direita ou à esquerda, consoante seja direção alheia, ventania. E o saco solto, e o vento. Rua à cima e abaixo, nas costas do pretérito sacola, corregante de mercadorias da feira, quiça; pois quem há de saber, por horas. Que o projétil aleatório semi segue adiante? A dia e a noite, seus horários, resto de sua vida sacal, dele. Quem desenharia destino diferente daquele de muito contornar do próprio ar, o ar? Ah, que muitas interrogações interrogam aquela instância, de instantes. Mas o saco próprio não: vagante. A esmo. Ia-se, se, e. Ademais as horas fossem e viessem, ele continuante. Sua vida mais que daquilo não passava. De passar, ar, ar, ele não parava, não que nunca desatinava. Vento noves fora saco, as ações. Seu Zé perdeu as botinas, Dona Sinhá casou-se de novo, Antônio Quincó arrochou-se nas bolas, os etceteras infindantes dos instantes. Perpendicular, ante, o saco. FU fu fu, destinos. Quais, quais as dúvidas se coçando. Ih, o saco vagando, vagueando nos mais diversos gerúndios; quem á de se importar. Cerrou-se. Mas que quando pensava em queda, era coice: o saco: nós não já tínhamos entrado no assunto?: De sua vida alheia: vaga – e o que não se conjuga em voltas de referido verbo? inter inter rogações vários e muitas. Pois que se se entrou no romance do saco e ventania, há necessidade sim, burocráticas , de se prestar contas. Um saquinho, no decreto, não pode ficar assim, assim. Mas, que, prevenção:::::::: outra coisa nesta teia existência vida ele não fazia e – como já foi supra dito – se ia. Como que tudo coubesse ali, movimento impulso gravitante ar vento sopro costas saco. Aos percursos. Vrum vrum – quando máximo. Pois que, ir, era um saco. Sob domínio ventoso, quê mais, hein, nem nada, de nadar. Que saco não se. Ok, ôquei, fragmentos. Onde toda tarefa que lhe foi embutida: ser vagante. Rumo algum, qualquer um, ei, qual qual quer. NÃO a resposta. E o saquinho, o saquinho, haverão de irem surgindo as penas. Era uma vez o quê, pruma daquelas situações vitais? Quem no seu lugar completario pleno do percurso? , se não o tal, ora. Que continuasse; a vida é essa. Há de restar conformâncias. Seu papel de saco, um saco, um saco. Algo mais não se contava pedido, pois que levando em conta as necessidades mundiais, haveria de existir um saco avulso solto, perdido, pelos destinos a fora, rumo ao esmo, aos maiores lugares- nenhum. E pronto – pro que não vier, não der. # Agente, já que me sinto tão cheia aqui comigo, fica querendo ser um saco desse. Oco ou, cheio de vento, que nem os que são muito felizes, pra começar e terminar, de acordo com a disponibilidade dos ventos, sejam eles do norte ou do sul, mas que fossem amigos, apenas. No mais, gosto de ler a Bárbara, que é uma divertida escritora.

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