terça-feira, agosto 16, 2005

Quem precisa de título quando se tem...

por Laurent Gabriel Bar, bar, bar Rua, rua, rua Noite em qualquer rua Qualquer lua. Qualquer bar. Noite. noite. noite, Lua ou nem tão vazia Rua ou nem tão relento Em bar, bar, bar, Outras estrelas, estrofes, cantadas. Buda, buda, buda. Bunda, bunda, bunda. Uma consoante quase que quase muda O sentido de qualquer outra coisa. Tempo, tempo, tempo, Tempo muda qualquer coisa. Hoje, hoje, hoje. Hoje não é agora, assim como amanhã não é futuro. Vento, vento, vento e chuva, Dia-noite, noite-dia e talvez outro amanhã, outro dia. Hoje nessa rua com Maria, assim como outras, dançando sobre outras estrofes, Sambando os filhos de outras Marias. Causas, causas, causas, somadas Todas as consequências de anadar em cima dessa linha. O EQUILÍBRIO. Questão de se deixar escorre entre o vazio e o nunca tão cheio. As questões que estouram nessa constelação vazia; Produzir pra quem, se jogar por quê, os lamentos se perdem ao vento. ... E todo o resto que é desperdício e procura, busca e desencontro, contato e confronto. É tudo a mesma coisa, eu caminho. E o resto, eu deixo pro vento. Para Lussandra 13/08/05 por Maria Galeno De onde a lua espia O choro do gato na pia O rasgo amado da folha O negro da ponta da rolha Queimada Na testa Na festa Eu encontrei luar De frente, de perto Sem chorar Deixando levar Essa pintura abstrata O verbo amar Correndo de coração nú (* que perigo) A noite O toque do telefone Papel celofone Papel de pão De manhã Me dê a mão Beijo no coração Me cubra com lençóis de Afeto O tiro é certo. O gozo do meu rosto Ao ver-te acordar É pintura Inigualável Que não vai se apagar. # Agente gosta deste por... Alguém.

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