terça-feira, julho 26, 2005

Sobre os carismáticos

por Thalita.
O termo carisma foi difundido na sociologia por Weber, mas antes já havia sido utilizado por historiadores das religiões. Segundo estes, o carisma é o encanto ou a graça que estão presentes em alguns homens, cuja explicação passa por motivos mágicos ou divinos. Weber identificou o carisma como uma da fonte legítima de poder, isto é, como uma das maneiras de influenciar ou determinar o comportamento de outros sem valer-se da força física. As relações de dominação baseadas no carisma ocorrem sem a resistência dos comandados, justamente por eles acreditarem na fonte do poder do líder. Na maioria das vezes essas relações são fortemente assimétricas (desiguais), onde um grande grupo de seguidores concentra suas atenções em (geralmente) um único chefe "iluminado". É basicamente um ritual de sedução. O carismático está acima do Bem e do Mal, nada lhe é questionado, suas atitudes tem sempre uma razão específica e a seu favor. O carismático é quase sempre vítima ou herói de seus enredos mirabolantes. O carismático é um egocêntrico, de certa forma manipulador. O que Freud falaria do carismático? "Ser o centro das atenções" o tempo inteiro é a grande falácia do apelo carismático . Freud mais tarde ao classificar a estrutura psicótica e dar-lhe como sintoma o egocentrismo patológico, estaria na minha opinião lidando diretamente com o chamado: "carismático". O indivíduo geralmente exibe um charme superficial para as outras pessoas e tem uma inteligência normal ou acima da média. Não mostra sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles podem ter um comportamento tranqüilo no relacionamento social normal e têm uma considerável presença social e boa fluência verbal. Em alguns casos, eles são os líderes sociais de seus grupos. São sedutores e envolventes. Dificilmente aceitam o não como resposta manipulando habilmente todos ao seu redor. Mentem, dramatizam situações que os possam favorecer a obter seus objetivos. Passam por cima, atropelam sem ressentimento ou culpa. Megalômaníacos sádicos que não possuem nenhum tipo de afeto sincero. São forçados, são artificiais, são vazios. Possuem uma sexualidade compulsiva, exarcebada e vingativa. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro, são capazes de imaginar o seu "lado negro", o qual a maioria é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. O carisma pra mim não é um dom é a mais Pura Sociopatia.
Meus comentário vêm depois, claro.

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