segunda-feira, junho 20, 2005

Electrolux

( É uma pena eu não ser sensacional.) Lembro de um desenho animado, acho que do Walter Lantz, em que um cientista pacífico inventava uma fórmula que quando ingerida o transformava num lunático. Também eu, depois de algumas cervejas e outros drinks de morango, sou outra que não a mesma de antes ou a de agora. Em muito me distancio da lucidez; de ânimos exaltados e modos exagerados, desconcerto minha natureza pacata em preocupações de ter ofendido alguém. Minto, é o inverso meus senhores, o inverso. Tal era a descalçadela que, dancei no palco vázio sem dar atenção as reprimendas da amiga que corava de constrangimento. Lá pelas tantas, bem tarde, suspenderam-me os drinks sob alegação de extrema embriaguez de minha parte. Tonta, insistia em viver minha liberdade indecorosa com danças estouvadas e tropeços em mesas e cadeiras desavisadas. Ei de para sempre me perguntar que força fez-me sentar na mesa de desconhecidos, dançar com o rapaz e por fim me desculpar. Estou mortificada, mas esta outra não se importou de apresentar no ônibus, em movimento, seu discurso acalorado( alguma coisa sobre lesbianismo e moralismo.(?)). Como não caiu é, para mim, insondável. Meu infiel intelecto inebriou-se de propósito, a fim de suplantar o juízo de valor moral, deu ombros às minhas convicções sóbrias e defendeu seu caráter desmantelado, ou mais ou menos isso. Todavia, minhas lembranças provam que não me ausentei, fui conivente, não posso censurar-me. Despertei, sã e salva, num estúdio de tatuagem, vestindo as roupas do amigo. Rá, sou muito auto-indulgente, ótimo.( Surpreendentemente, encontrei dois bilhetes em minha bolsa com emails, telefones e elogios.(?)) *** Tha, é verdade. Já tinha notado seu engajamento na "politíca"( quase títíca, né)nossa de cada dia. *** E Barbie, tenha paciência. Estou esperando encontrar S. Rodriguês no Travessão pra pedir livro devidamente autografado. Aí segue em paz os escritos.

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