quarta-feira, junho 01, 2005

“E aqui está, metade do Catete, metade das Laranjeiras, o Largo do Machado, capital do bairro.” Brasil Gerson. É praticamente uma Brasília. Chama-se assim, Largo do Machado, por conta de um imenso machado de pau instalado no primeiro açougue do bairro. Do Jardim do Glaziou restam apenas as árvores, que servem de sombrinha p’ra toda a qualidade de gente que costumeiramente transita por ali. Seu Verícimo ( há mesmo uma corruptela), contínuo da banca de jornal do Jonas, olho de cão, sempre muito alinhado, é candidato à presidência da república federativa do Brasil. A praça é seu palanque particular. Tenho p’ra mim que seu Verícimo notou que a presidência está vaga. é candidato o ano inteiro. A história da igreja é extensa, demanda habilidade com as palavras, sou só uma amostrada. Mas é uma bela igreja, projeto de dois franceses, cujos nomes não me ocorrem. No centro da praça mora um chafariz imundo, como todos os outros desta cidade( não sei se é um panteão). Em torno dele senta a gente toda, sempre tão cansados, mas não há de lhes faltar distrações. Os seresteiros, Tenho a impressão de que todos, acampam lá. Até Agnaldo Timóteo dá uma de vendilhão na praça, em meio a maior sensação do largo; a jogatina. Mesas e mesas dispostas para o bom e velho carteado. Os pombos, em sua ociosidade, são frequentes. Às vezes é melhor caminhar nas marginais. Bêbados, larápios de ocasião, pedintes e artistas, especialmente malabaristas de sinal e homem estátua, comungam na praça do Largo do Machado. Ontém não faltou ninguém, até cadáver tinha. O ser feminino estava lá, estirado na calçada, com a cara no chão. Tudo em sua volta era agitado e colorido, ela não.

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