terça-feira, dezembro 14, 2004

Sim, eu e meus modos reclamões. Podem pensar que não faço outra coisa da vida a não ser reclamar, porém, noutra hora me desvencilho desta alcunha. Nada para mim é mais detestável do que a satisfação que adorna as atitudes dos amantes eternos da pândega. Sim lu, deixa-os viver, ou levar suas vidas conforme lhes convir, por que isso não é da sua conta , ham! Eu os deixo, juro, mas há um problema, estou sendo lesada. Ninguém me convida para ir ao cinema, para uma viajem, para um passeio, não, só me chamam à tomar porres de proporções homéricas. Os reclames de tv, vai lá ver, é só cerveja, e tem seus próprios hinos, e não há geladeiras suficiêntes pra tanta cerveja, eles bebem quente mesmo, num desespero só. É um costume bem estranho este de se furtar de consciência, embora esteja a cerveja para os marmanjos como está para as recentes pessoas o leite materno( talvez sujismundo Freud tenha alguma opnião à este respeito). Também é preciso dar desconto para tudo que é dito numa mesa de bar, aliás, eles não estão ali pra conversar, isso é só um pretexto, tudo é pretexto pra o uso oral do tal líquido de destrambelhamento; morte, nascimento, aprovação, reprovação. Os ares exagerados que essa gente toma seria mais ofensivo se eles fossem menos irracionais, ainda assim me pré-ocupo com essa cultura da cerveja por seu excesso fundamentalista, pela conduta kamicase que seus adeptos adquirem toda sexta-feira( não sei em outras partes, mas cá no Rio, a quarta-feira é uma espécie de comecinho da sexta), basta observá-los entornando o juízo que é quando manifestam suas preferências, ostensivamente, pela balbúrdia. Me valho da frase Juliana; " A vida é para ser exaltada, não destruída dessa forma." Não pretendo inflamar os ânimos dos que apreciam uma cerveja de vez em quando, até por que, estes sabem que quando se bebe com moderação, o limite não é a sarjeta, nem incitar os desportistas da doutrina de Doctor Linch( eu já sei que acabei de arruinar minha vida social, tsc) *** Bar, veja a métrica deste moço, que beleza! ( tá lá num monotema 'palhacístico' muito do bom) *** Skol é crânio em que língua? sueco? Dizem que na idade média, os soldados, após batalha vencida, bebiam a cachaça lá deles, em crânios. Que falta não faz um caneco, hem! *** Que música é essa?! Rolei na areia e fiquei louca, muito louca... Minha filha, você já estava louca, por isso rolou na areia feito uma. É cada uma! *** Ah, meus sinceros sentimentos à senhora Cora Ronai, pela deportação da famigerada capivara( ela deve estar histérica, a Cora).

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