quinta-feira, setembro 02, 2004

Repetições, repete, repete... é que o mundo gira, sabe?

Coisa desagradável tem se tornado o hábito de atender ao telefone. As informações que me chegam através dele, não fazem outra coisa senão roubar-me o bom humor. Estou indisposta, com certo desânimo. Bolas, que posso fazer se não me restam dinheiros para fugir, se não tenho amparo noutro lugar do mundo. Estar só não é a pior parte, aliás, quero muito estar só. Por quê não me entusiasma estar na companhia de pessoas, não sinto sequer cócegas, não entendo suas "paixões", acho tolice ter um dia me associado a isto, a estes sonhos bobíssimos, a suas escolhas, e até em ter um dia me enganado com isto tão estupidamente à ponto de crer que tinha escolhas, que as podia fazer. Grandissíssima idiota eu fui. Ar, preciso respirar, estar longe deste clima social doentio, perverso, sustentado manhã após manhã, por estes grandissíssimos tolos, em seus lugares escolhidos, em suas rua fétidas, com seus trajes favoritos e, suas idéias tão originalmente imbecis e, cruz, espontâneas, com suas certezas, tomando para si ares pernósticos de pensamentos grandiosos fruto de seus intelectos geniais. Ora, por favor, isto é exaustívo, insuportavelmente irritante. Cansa-me suas estúpidas perguntas, e ainda mais suas respostas pra tudo, e ainda mais suas análises ridículas como se tivessem propriedade em todos os tipos de assunto. É grotesca a importância que atribuem a si em demasia e, vou me colocar num lugar que sentencio ser o meu derradeiro, na esperança de me deixarem em paz. Nada pessoal, é que quando estava me restabelecendo, me ligaram pra encher o saco.

1 comentário:

Bárbara disse...

tudo pessoal, mas eu adoraria ter escrito esse texto, de tanto que está indentificante comigo, em dias tais, distímicos. mas ainda, de tuas entranhas soam mais ótimos, nos retratos aqui.