sexta-feira, setembro 17, 2004

E pra não fazer desfeita ao Quintana, lá vai o meu.

Ventania, medo de você não chegar. É certo, eu te esperava, todo dia Eu pensava, até Godot chegou, Você não. E quando a ventania passou, e meu Cabelo secou, e quando o mundo Mudou, eu ainda te esperava. Mas você não chegava, e eu me Impacientava. Olha, as crianças Cresceram, a guerra acabou, Começou outra e aí era o petróleo. E você não chegava, eu chorava, E você nada. Eu via as pessoas, de longe Um vulto, me arrumava, é certo, Eu te esperava. Pra todo canto eu olhava, Os Eclipses da lua, o cometa, verdade, Eu te esperava. Mas você, não chegava. Eu via as velas, "Cruzes", os barcos, que ventos os levava? O pé eu não arredava, eu juro, Te esperava. A procisão passou rente a mim, Alguns forasteiros, tantos cigarros, Você, nada. E por que eu chorava, os lenços gastos, O tempo espantava a alma do corpo. Era morta a bezerra, mas você, Não sei por onde andava. Até a promessa Passara, mas certeza, não me cansava, Eu te esperava. A pobre, dislexa e quase adiquiri a catatônia dos vegetais.

4 comentários:

Bárbara disse...

rá.


não! não-rá. De esperas são constituídos muitos sorrisos. E até, né, quantas correntes bestas e propagandas a gente tem que suportar até chegar um email, o.

mas, que tem o Quintana?

Roberlan disse...

Olá :-)
esse template está muito bonito e elegante.
É um daqueles prontos do Blogger?

[ ]s
roberlan (aka Lan)

Lux Luxo disse...

Oi Lan? É sim.

Barbie, O Mário diz que agente tem de ter uns versos.

Bárbara disse...

eita, abandono...