quinta-feira, agosto 05, 2004

Querido diário. ( não sei pra quê tanta bajulação com objeto inanimado.)

Se o nada tivesse valor estípulado, se o considerassem como coisa que vale-se possuir, se encontrassem para o nada algum atríbuto substâncial, se o nada fosse coisa alguma que não apenas nada, se houvesse algo que descrevesse o nada e explicasse a ausência de, a falte de, de... e tantos se's, se o nada não fosse também vázio, nenhuma coisa, nem outra, a julgar pelos valores quantitativos de uma sociedade, eu, certamente, seria alguma espécie de rainha. Bastou-me palavras moles pra eu abstrair por completo a chance única de revanche. ai, que este meu temperamento dócil me fará companhia, e só ele, na ruína. Não sei por quê fui nascer este anjo de cândura que a tudo perdoa. lástima! nesses assuntos do coração, órgão oco, o que me consola é a notícia de outros tantos tontos que padecem do mesmo mal.

2 comentários:

Bárbara disse...

é do "tristíssmo palhaço" que vc está falando? ah, dos Anjos quem melhor lhe explica, vá. ou não, né,

Lux Luxo disse...

Ah, poderia ser, mas é que não entendi muito bem se era pra ser. de qualquer jeito, vou indo, sabe-se lá pra onde.

E Contra, falo da Cora Ronai, toda semana, lá no segundo caderno do globo, querendo ir pro asilo e ninguém lhe atende.