quinta-feira, agosto 12, 2004

Nada pode surgir do nada.

Sim, eu sei, é uma fixação. mas que fui eu buscar saber se eu não tinha mesmo nada, ou se tinha alguma coisa por não ter nada, ou coisa assim. Pois bem, para contradizer Shakespeare vieram os filósofos de todas as escolas, e só discordam entre si em um ponto: o nada procede de tudo que existe ou tudo que existe procede do nada? ficaram brigando lá, eu fui atrás do Henry Fielding, que como não tinha nada pra fazer, feito eu, escreveu um ensaio sobre o nada. sim, coisa assim, coisa tal, Shakespeare disse, os filósofos disseram, eu penso que, agente tonta acha isso e mais bla. tá, mas, além de o nada vir ou ter ido, apesar da ausência de, da falta de, céus, vamos todos pro inferno! bom, fiquei na mesma, lá não dizia o que exatamente é o nada, se devo dizer que tenho nada por não ter nada, se devo dizer que já é alguma coisa não ter nada, se não ter é ter alguma coisa, já que quando não se tem nada, talvez esteja bem, e também, que quer dizer tudo? aí, paciência, que a confusão deles era feito esta aqui.

4 comentários:

Bárbara disse...

Heidegger foi outro que se ocupou em nada. Agora que com letra maiúscula, porque ele coisificou o nada minúsculo. é o beesta.
agora diga, diga se ele tb tinha algo pra fazer? naaada. E o que ficou? um Nadão, N maiúsulo - sendo o estado em si. e o nada, o nadinha com ´n´ miúdo. aí desata-se o nó? ou o nada nadifica a própria questão?

tá bom, tá bom. já parei

Lux Luxo disse...

Bar, o que exatamente ele diz? nada mesmo? assim, ele não chega a coisa nenhuma, digo, coisa palpável? olha, vou ler Heidegger só por sua causa. Lá vem ela gritando: não faça isso!

Bárbara disse...

Lu, ele disse exatamente um monte de coisas, Nada. Disse que o Nada nadifica, disse que a gente se ocupasse mais com Nada, existencialista que foi. Fez um bocado de coisas nesse campo, no Nada. Nada praqui Nada pra lá, e não estou exagerando; ja ele, bem, ele ele, um nadador, praticamente.

Lux Luxo disse...

Em terras de olimpiadas, nadador ganha medalha, né? mas então, assim mesmo, acho que vou ler o moço, em busca de atender esta curiosidade que tu tens alimentado a cada interferência. À propósito, ainda estou atrapalhada com aquela questão do proucurador da pedra filosofal, não o Harry Potter, claro. te conto se obter progressos.