segunda-feira, agosto 16, 2004

E continuo a dizer, sem botafogo.

Mas semeai promessas, a ninguém causam desfalque, e o mundo é rico de palavras. A esperança, quando outros nela crêem, faz ganhar muito tempo. Ovídio. Sim, a palavra é livre, e anda em bocas sujas, pobre, transfomada em nomes feios, compondo mentiras ordinárias, versos tortos. aí, dia desses, um sonho, deixo de divulgar minha imbecilidade, penso antes e calo-me. é para mim que conto causos, ou busco, uma tola, elogios, atestado de genialidade em tesmunho alheio? rá. é isso mesmo, cadastrada no orkut, com excesso de auto-estíma, faço auto-promoção, diga-se de passagem, negativa. é que já não me bastavam blogs, já era pouco o Rio, suas ruas, aí, em cada esquina, e eu me esgueirando nelas, usando apenas as transversais pra depois me escancarar cá em internet. tsc, tsc, há de se descobrir, um dia desses, qual propósito desta exposição, que suspeito, cá no íntimo patético, ser auto-estíma esacerbada, amor próprio em demasia, ambição grotesca de fazer notar minha extraordinária personalidade, composta, pasmem, por toda as idéias vulgares. céus, os vermes clamam por mim, querem roer-me as carnes, já que a alma está perdida! ***** A listra negra, por um dia não comemora seu aniversário no dia do azar. sabe, a mim, este time nunca enganou, apesar de ter sido meu primeiro time do coração, devo me eximir de culpa, pois, verdade, as circunstâncias me obrigavam amá-lo; o clube perto de casa, o bairro botafogo, os coleguinhas, a pouca idade. mas eu percebi cedo, aquele Garrincha, os tapes mostrando aquele enviado do sete pele, não era possível, tinha coisa errada, como podia ser, chegar às alturas e despencar da alta nuvem com cara no asfalto, estatelado na segunda divisão, num sai não sai dos diabos! Ora, dizem por aí que aquele vermelho e preto do flamengo é coisa do cão, apesar de não haver em biblia ou nos livros de história, nenhuma alusão se seria as cores da roupa do cão o vermelho e preto, em contrapartida, sabe-se que na idade média, quem vestia listra negra no branco estava evocando o diabo. Bom, pelo sim, pelo não, hoje sou Bangú de coração.

4 comentários:

Bárbara disse...

rs,rs,rs. desculpe, mas foi engraçado. engraçadamente positivo, se faça entender nesse ponto de vista.

Lux Luxo disse...

Tá rindo, né? aqui, pra euzinha, desgraça pouca é besteira!

Bárbara disse...

ei, posso detalhar? quando há ausência, as saudades me visitam

Lux Luxo disse...

Afe maria, sem querer que me demorei, estava fazendo redações noutra freguêsia, e olha, que lástima, um zero cai bem, ah, cai.