sexta-feira, julho 23, 2004

Jabor psicografado.

Ninguém queria acredita na ficção, tamanha a apelação do texto, mas Yossel Rakove dirige-se à Deus é de Zvi Kolitz. até Camus e Mann pensaram ter existido um Yossel Rakove. Estelionato, falsidade ideológica, mentirosos, engraçadinhos, eu troco um pelo outro e não quero troco. pois bem, esta semana a crônica do Jabor veio em forma de desabafo, o coitado está sendo acusado de escrever aqueles spams, e que seja dito, horrorosos, que entopem nossas caixas de email. oh, não eram dele? e de quem será? Não é de hoje que se diz foi tu, não eu; não é de hoje que se apropriam dos bens dos outros, ah, não é de hoje que um engabela o outro e sai rindo. as tramóias estão por toda parte. Mas ei, e quando usam pseudônimo? Fernando Pessoa se cansou de fazer isso e nenhum chará de seus codinomes veio reclamar, nenhunzinho. e o que ele pretendia com isso se todo mundo sabia que era ele? foi por causa da censura? Vá lá, até eu quando queria atenção engabelava minha irmã dizendo que o texto que acabara de ler era de um escritor renomado e não meu, querendo angariar elogios, pois, que nobreza, o que importava era a obra obrada e não o chinfrim ser humano por trás dela! aí minha irmã dizia: Este escritor decaiu muito! e minha confiança no inalterável sucesso da pessoa, ía por água abaixo. E o pobre do J.L. Borges que escreveu Instantes? o textinho rodou meio mundo como sendo do Borges e ele nem soube disso, já era morto. e ninguém levantava nenhuma má opnião, afinal Borges o escrevera. mais tarde, uma de suas esposas, acho que a Kodama, veio dizer; Mas isso não é do Borges nem aqui, nem na argentina. ( acho que quando ela disse isso, estava na China.) A americana engraçadinha Nadine Stair, num dia de auto-estima esacerbada, escreveu a poesia e a achou digna de um Borges. rá, o texto é péssimo. Pois é, não falta gente pra assinar e assassinar em e com o nome dos outros, é meio parecido com aquela história do rei pelado. Vai ver, quem tá escrevendo estes textos aí que o Jabor tá assinando é o José Costa, lá de Budapeste.

2 comentários:

Bárbara disse...

e internet, eita veículo potente pras falcatruas textuais-etc.

contra disse...

não sei não mas essa coisa chamada internet serve só aporrinhar a cabeça, deixa a gente meio abobalhado, ficamos tempos e tempos em frente essa coisa acreditando que estamos nos interando do mundo, pfff. que nada, o tempo correndo solto e a gente aqui parado, parado! já esse tal de Jabor, gosto dele nao. melhor quando fazia filme e ficava caladinho sem falar no Jornal Nacional.