sexta-feira, junho 18, 2004

A miséria sustentada e cantada

Dinheiro na Suiça, em londres, dinheiro brasileiro, dinheiro do Maluf. Perseguido pelos reporteres perguntadeiros, ansiosos por esclarecimentos publicáveis, Maluf deu o melhor de si; um sorriso debochado, que é o que merece o povo que sustenta sua vida de nababo. Mas o que querem que diga Maluf? o que terá a dizer este senhor? É, isso é mesmo engraçado, é muito engraçado. falta-lhe folêgo, por isso Maluf só ri, por pouco não se dobra. Por outro lado, se não nos basta a miséria vivida na pele, é que recorremos ao Chico, que a canta há anos, e a peteca não cai, nem passa de mãos. Não passa mesmo; o Mesmo Maluf a ludibriar os que se deixam e os que lutam, em vão, para não se enganar, os mesmos miseráveis, o mesmo povo, o mesmo Chico, que deve estar prestes a enlouquecer de tanto que lhe bajulam, e que graça há em comemorar a velhice, o fim se aproximando e nada da tal sabedoria chegar? A miséria tem vida longa, ri dos que a sustenta e louva os que se aprazem dela.

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